Páginas

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Por que sou contra o namoro (ou Porque Mr. Darcy me cativa)



Relutei muito para postar este texto!

Primeiro, porque ainda tenho muito que aprender e entender sobre todo esse assunto. Escrevo para melhor compreender um assunto. Esse post é um desses casos. Há muitos livros que ainda lerei, muitas referências bíblicas que ainda estudarei e muitos sábios que ainda consultarei.

Segundo, por causa do primeiro, confesso que não estou nem um pouco preparada para responder comentários e críticas sobre o que escrevi aqui. Talvez por isso esteja sendo um pouco precipitada. Mas não pretendo impor minhas ideias; pretendo apenas defendê-las. Caso você discorde, fique a vontade para comentar. Não prometo uma resposta certa, mas uma resposta honesta.

Terceiro, porque não sou madura o suficiente para dar continuidade. Tenho a sensação de que a ideia  está no caminho certo... Mas se um casal de namorados chegar para mim e perguntar o que fazer agora da vida, eu sinceramente não saberia responder. Apontaria para o primeiro pastor e conselheiro sábio que conheço.

Quarto, porque alguém pode dizer ou pensar: “É muito fácil você condenar namoro já estando casada” ou “Você se acha melhor do que nós namorados e que pode nos criticar porque você já está casada?” Mas estariam enganados. O casamento não é o troféu de uma corrida; o casamento faz parte da corrida em si. Cristo é nosso prêmio, e Ele se deu a nós, tanto a solteiros como a casados como a viúvos e divorciados, nos unindo como irmãos e irmãs, que devem se amar e se preocupar pelo bem-estar do outro. Isso inclui o bem-estar relacional.

Quinto, porque simplesmente não tem muito a ver com o tema deste blog: a vida de recém-casadas. Por isso, queridas e amadas leitoras fiéis do blog, peço perdão por fugir um pouco do assunto. Prometo que da próxima vez procurarei escrever sobre minhas aventuras na cozinha! (Aliás, essa semana mesmo aprendi a fazer uns pratos super práticos!)

Tendo dito essas coisas, o objetivo deste texto não é criticar, condenar ou julgar namorados e, sim, o conceito do namoro, até dos mais diferentes dos namoros, sua estrutura (ou falta de), sua funcionalidade e sua utilidade. É sugerir um raciocínio, uma visão diferente sobre a relação namoro-casamento, incentivar o uso do discernimento, o pensamento crítico e, mais importantemente, valorizar o casamento para a glória de Deus, custe o que custar.

É importante primeiro definir os termos. Quando falo namoro, estou me referindo a um relacionamento no qual duas pessoas do sexo oposto se comprometeram pública, romântica, emocional e exclusivamente (com ou sem relações físicas) uma à outra sem compromisso imediato de casamento. Eu acredito que cortejo seja consenso entre duas pessoas do sexo oposto para aprofundarem a amizade e o interesse romântico, sem se comprometerem fisicamente, visando em casamento no futuro próximo. Ao contrário do namoro, o cortejo não pode existir em função de si só, mas existe apenas em função de um futuro casamento. As pessoas cortejam para casar e não por cortejar. Noivado é quando há compromisso público de casamento, que é algo bíblico. Assim como cortejo, o noivado não existe em função de si mesmo, mas em função do casamento.

O que então são minhas razões para discordar do namoro?

  1. Não há limites definidos para o começo ou fim de um namoro. Hoje em dia, a mania é dizer que namoro só começa de verdade quando você “oficializa” no Facebook. O término é pior ainda. É comum ouvir também: “Eu acho que a gente acabou... Mas não tenho certeza. Ele ainda me liga, a gente se gosta...” ou “A gente tá namorando então?” ou “Então já posso te chamar de namorado/a?” ou “Estamos dando um tempo” ou “A gente tava ficando mas a coisa se tornou mais séria. Acho que já estamos namorando.”
  2. O namoro é desestruturado por natureza. Não há regras para o namoro. Os pastores e conselheiros com certeza tentam estabelecer regras e parâmetros, desesperados para guiar os jovens pelo parque de diversões sem comprometerem sua pureza, mas, sem uma orientação mais clara da Bíblia e sem a autoridade da mesma, dificilmente alguém dá ouvidos. Eu, pessoalmente, sou péssima para dar conselho sobre namoro porque não posso dizer nada bíblico a não ser “mantenha a pureza” e “ame ao seu próximo como a si mesmo”. O resto é psicologia, senso comum, opinião própria, fofoca e conceitos estabelecidos pela cultura.
  3. O namoro é um espaço que incentiva você a ver até onde pode ir fisicamente. Oferece uma falsa ilusão de que você pode se manter puro mesmo provocando aquilo que facilmente te dominará. O namoro te dá uma arma e diz: “Pode brincar.”
  4. Namoro dá espaço para “enrolar” sem culpa. “Estamos namorando pensando em casamento.” Só pensando? Se você está solteiro, não está namorando e quer casar, o primeiro passo não é arrumar uma namorada(o), não! É virar homem/mulher de verdade, aprofundar-se no seu amor por Deus e criar condições financeiras para poder se casar. Na Bíblia, não há muito requisito específico para quem quer casar, mas está escrito: “Deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne.” Primeiro, precisa ser homem de verdade e não criança. Segundo, precisa deixar pai e mãe, e só no final o homem se unirá a sua mulher. E só depois de tudo isso que se tornarão dois numa só carne. Qualquer outra ordem dessas etapas me parece ser uma distorção. No entanto, hoje em dia, todo mundo é incentivado a encontrar namorado e namorada antes de sequer ter a maturidade para lidar consigo mesmo.
  5. O namoro existe em função de si mesmo. Ele não necessita compromisso futuro para existir. Nem mesmo aqueles nos quais há sonhos de casamento. Ele não depende de casamento, noivado, nem qualquer outra promessa, apenas de si mesmo. Se namoro existisse em função do casamento, ele seria mais direcionado, objetivo e mais curto, entre outras coisas, pois o objetivo não seria namorar, mas casar.
  6. Namoro pode destruir laços de amizade. Enquanto casamento fornece um ambiente seguro para se desenvolver um relacionamento entre um casal de amantes e amigos, o namoro põe a amizade em cheque e, muitas vezes, a destrói com seu fim. Me lembro de um episódio de Smallville, no qual Clark Kent está pedindo Lana Lang em namoro e ela pergunta, “E a nossa amizade? Como fica? Ela sobreviverá esse relacionamento?” Será que Deus aprovaria algo que colocaria a amizade e o amor entre dois irmãos em Cristo em cheque? Mais uma coisa para se pensar!
  7. Por tudo isso, o namoro é compromisso sem compromisso. Nossos corpos prometem coisas que talvez não poderemos cumprir. Não há nada que o sustente a não ser a paixão de um pelo outro e, se em alguma altura um perder essa paixão, não há nada que mantenha os dois juntos. Portanto, além de ser um ensaio para casamento, também pode ser um ensaio para divórcio. É só vermos como nos referimos à família do namorado(a): sogra, sogro, cunhada, etc. ou então, quando terminamos: ex-sogra, ex-sogro, etc.
  8. Consequentemente, namoro abre espaço para “ver se dá certo”. Transforma as pessoas em roupas que devem ser provadas antes de serem compradas. “Vamos terminar, a gente não dá certo.” “Tem outra pessoa nesse mundo melhor para você do que eu.” E então, a pessoa nesse sistema pode passar por vários pseudo-casamentos até escolher o “certo”.
  9. O namoro serve muitas vezes como um tapa-buraco. Somos seres carentes. Não queremos estar sozinhos, então arrumamos alguém para “estar lá”, sem ter que abrir mão da vida de solteiro. Muitas vezes, em vez de procurarem aprofundar seu relacionamento com Deus e permitir que Ele supra essa carência, os cristãos procuram suprir esse vazio com um outro alguém. Relacionamentos são dádiva de Deus, mas qualquer um que nos tira a atenção do nosso relacionamento com Deus é um ídolo na nossa vida.
  10. Namoro rouba o cristão de seu tempo valioso como solteiro. A Bíblia nos diz que o solteiro serve ao Senhor muito mais eficientemente do que o casado pois não precisa cuidar de uma família. Como solteiro, você tem o tempo e a disposição e a liberdade para servir ao Senhor da melhor forma possível, sem ter a obrigação de cuidar de uma esposa ou um marido. No namoro, apesar de estarem solteiros legalmente e diante de Deus, os namorados se tratam como esposa e marido, exigindo tempo juntos, atenção, afeto, carinho, etc. e se roubam muitas vezes mutuamente do tempo que o outro poderia estar usando para servir melhor ao Senhor.
  11. Namoro desvaloriza o processo de maturação. Existem alguns pássaros cujo ritual de corte envolve os machos construindo o melhor ninho possível para então conquistar a fêmea. E os machos precisam aprender e adquirir experiência, construindo muitos ninhos até acertarem e conquistarem suas parceiras. Talvez poderíamos, além de aprender com a formiga, aprender com esses pássaros. O namoro no conceito de hoje rouba tanto o homem quanto a mulher desse processo precioso. Desvaloriza o processo de aprendizagem e maturação do homem que precisa se preparar para liderar e sustentar o lar. Afinal, se já conquistei a mulher, qual é a pressa? Além disso, incentiva as mulheres a escolherem seus homens precipitadamente. O critério da escolha muitas vezes é beleza, compatibilidade, maturidade falsa, tudo menos a capacidade de, de fato, ser um marido. Por isso, talvez não seja a melhor das ideias os pais usarem uma idade como critério para o namoro dos filhos, mas, sim, a maturidade, capacidade e desejo de ser uma boa esposa ou um bom marido. É uma boa ideia também ficarem de olho nos pretendentes das suas filhas para verem não se “é um bom menino” mas se “será um bom marido”.
  12. A Bíblia não fala de namoro, mas sim de casamento. Se o casamento é uma representação da aliança de Cristo com a Igreja, tudo que se refere, fala de, ou está ligado ao casamento deve ser submetido à luz deste conceito. O que seria o namoro nessa representação? Será que Cristo passaria um tempo de intimidade conosco para ver “se daria certo” antes de se comprometer? Por que então nós adotamos esse hábito?
  13. Deus é um Deus de pacto e aliança, não só de palavra. Ele nos mostra Seu amor por nós através da segurança de uma aliança. No caso de um compromisso desta proporção, de nada adianta você dizer que estará com a pessoa para sempre se não pactuar isso.
Vale a pena pensar sobre isso... Por que achamos que é necessário namorar para casar? É a Bíblia ou a sociedade que dita isso? O que será que a glória do namoro tem feito com a glória do casamento? Talvez seja hora de levarmos isso mais a sério. A ideia de namoro não precisa ser somente repensada e redimida. Talvez seja necessário trocá-la completamente por algo que glorifique o casamento para a honra de Cristo de todas as maneiras possíveis, algo que o namoro por natureza, falta de estrutura, regras e limites é incapaz de fazer.

Hoje em dia, querer evitar namoro é constrangedor e difícil. Isso porque já são poucas as pessoas que pensam assim, e namoro é tão comum que há o medo de que se você não pegar seu prêmio rápido, você o perderá para outros.

A pergunta que não quer calar: Como casar sem namorar? Como saber que ela ou ele é a pessoa "certa" para casar?

A resposta talvez não seja tão simples, mas começa assim: O namoro pode nos ensinar de relevante sobre uma pessoa que uma boa amizade não pode? A amizade nessa época é o que mais precisa ser cultivada. Cristo nos chamou de amigos! Conheçam-se, conversem, troquem ideias, discutam, saiam juntos com outros e cultivem uma amizade madura. Há tantas brigas e desentendimentos que podem ser evitados no casamento se houver uma boa base de amizade. O marido deveria ser o melhor amigo da esposa e a esposa a melhor amiga do marido. Claro, não estou descartando o interesse romântico, o estar “apaixonado”. Hoje em dia, na nossa cultura, não há motivo para se casar se você não tiver interesse romântico na pessoa. Mas uma paixão madura e duradoura no casamento é fruto de uma boa amizade.

Sou tendenciosa, mas a ilustração perfeita para isso é o meu filme/livro predileto: Orgulho e Preconceito de Jane Austen, no qual o galante Mr. Darcy e a obstinada Elizabeth passam por todo um processo estranho de conhecimento e reconhecimento um do outro, no final do qual se tocam no quanto o outro é maduro e possui bom caráter e que estão apaixonados. E vão direto ao casamento! Sem namoro! Wow! Muitos chamam isso de cortejo e é uma opção muito válida!

Conclusão? Acredito que o namoro seja totalmente desnecessário para um casamento feliz. Não só isso, mas atrevo-me a dizer que talvez o namoro seja mais prejudicial ao casamento do que eu imaginava. Será que seria possível a construção pelas igrejas e famílias de um novo conceito de relacionamento pré-matrimonial, mesmo numa sociedade que com certeza nos taxará de antiquados e loucos? A mudança se dá aos poucos.

98 comentários:

  1. Fiquei sem Latim diante de tal exposição de tema polêmico e controverso que muitos não ousam abordar.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Onde está a linha para eu assinar este tratado ? Extraordinário...

      Excluir
  2. Gostei demais de post, ainda mais porque citou o romance de Jane Austen. Enquanto lia os livros dela, ficava pensando se esse tipo de relacionamento não seria o ideal. O que mais me chama a atenção é o fato dele esperar muito tempo para ver se a Elisabeth tinha mudado seus sentimentos em relação a ele. Hoje em dia, os caras não esperam nada. Miram ao mesmo tempo em 5 garotas e vão "atirando", a mais fácil "ganha" o coração do rapaz. É lamentável!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Nany. Pois é.

      Apesar da sociedade e a cultura nas histórias da Austen serem muito diferentes das nossas, acredito que há muita coisa que podemos adaptar. Desvalorizou-se lutar por aquilo que você quer e investir nisso. As pessoas perderam o valor. O casamento consequentemente também.

      Obrigada por comentar e visitar o blog!
      Beijos

      Excluir
    2. Excelente texto! Parabéns!
      Concordo totalmente com você, Nany!

      Excluir
  3. Troca o fundo..please...o texto é ótimo mas tive que parar diversas xxx..
    ;)

    ResponderExcluir
  4. Não faço apologia nem para um lado nem para o outro. Creio que o namoro tal como você descreveu acima deve mesmo ser rechaçado, no entanto não creio que seja uma regra (ou não deveria ser) entre os cristãos para propor a côrte. Penso que esse tipo de argumento é como o abstencionismo em relação ao álcool. Preferem se privar e deter o exercício do domínio próprio a viver em apropriando-se da liberdade que Cristo oferece. Se um namoro se enquadra na descrição acima relatada, concordo inteiramente com você. Não proponho sequer a corte. Se o namoro luta contra esses lugares comuns, acho válido e do agrado de Deus.

    Me lembro que quando adolescente li alguns livros como "Romance a Maneira de Deus" e "Eu disse adeus ao namoro". Alguns dos pontos expostos eram muito interessantes, mas sempre que propunham a côrte via como um tipo de fuga do processo de formação de caráter do cristão. Creio que o namoro deve sim ser um compromisso com vistas ao casamento, e esse, tão logo possa, avaliadas as condições financeiras e emocionais do casal. Qualquer relacionamento com intenção efêmera não é bom. Não precisa-se propor côrte para isso.

    Como você propôs na introdução do seu texto, essa também é uma opinião minha. Muito obrigado pelo texto! Abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada por comentar, Daniel! Fico feliz que tenha separado um tempinho para compartilhar sua opinião. Como comentei acima, não tenho intenção de impor a minha, mas simplesmente defendê-la.

      Entendo sua posição. Eu já li o livro do Joshua Harris e na época achava ridículo e não conseguia imaginar a côrte como algo que faria sentido. Creio que, apesar de ter mencionado côrte como alternativa, o objetivo do texto não era defendê-lo mas, sim, criticar o conceito do namoro como ele é praticado hoje em dia, por todos nós. As conclusões e alternativas podem ser diversas.

      Para evitar confusões, eu aproveitei para definir os termos como eu os entendo. Concordo contigo em certo aspecto. Acredito que há namoros hoje em dia que são mais côrtes do que namoro. Não tenho nada a criticar neste caso. No entanto, creio que o termo "namoro" está um tanto comprometido.

      Elaboraria um pouco mais sobre o meu ponto de vista, mas como já lestes o texto, é desnecessário! :)

      Agradeço novamente o comentário e a visita!

      Excluir
  5. Graça e Paz irmã Drika Vasconcelos!

    Meu nome é Antonio, sou líder da união de jovens da minha igreja e este é um tema muito recorrente entre as principais dúvidas que me são feitas pelos jovens que eu tento ajudar na caminhada cristã...
    Desse modo, peço a vossa autorização para publicar este excelente texto no meu blog "Pensamentos de Cristãos"?
    Você pode se perguntar por que eu não indico seu excelente blog direto, o fato é que eu não tenho o contato de todos que acessam o meu blog...
    Evidentemente, darei todos os créditos a vossa pessoa bem como postarei o link para o texto no seu blog...

    Deus te abençoe
    Nos laços do Calvário
    Antonio Brito

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Antonio!

      Sim, claro, fique a vontade! Fico feliz em poder contribuir com alguma coisa.

      Abraços,
      Drika

      Excluir
  6. Só completando... assim como o abstencionismo em relação ao álcool deve ser uma postura pessoal baseado numa compreensão da condição do sujeito, a côrte deve ser tratada de igual modo. Se um rapaz não consegue se controlar, quer namorar por namorar, ou qualquer desses pontos acima, vejo na côrte um possível instrumento de Deus. Não desabono a estratégica, só não concordo com as generalizações.

    Abração!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Daniel,

      Deixa-me responder essa segunda parte então. Na verdade, não tenho muito que responder, pois creio que a discussão foi longa o suficiente lá no Facebook. :) O fato é que o meu post não foi uma comparação de namoro com cortejo mas sim, de namoro com casamento. Nos meus pontos, que eram o cerne do meu desenvolvimento lógico, não menciono cortejo nem me refiro a ele uma vez sequer.

      O meu objetivo foi pegar o namoro e colocá-lo, com todos os seus defeitos e suas tradições, diante da luz da Bíblia. O que ela tem a falar sobre relacionamentos amorosos? Muito. Ela fala sobre casamento. Como podemos então escrutinar rituais e tradições dos dias atuais se a Bíblia não fala sobre namoro? Naturalmente, comparando-o com o casamento apresentado na Bíblia. Novamente, foi isso que me atrevi a fazer aqui, não impor a ideia do cortejo. Aliás, a minha alternativa não foi o cortejo com todos seus rituais, mas o investimento numa amizade com todas as cartas na mesa. Como isso será realizado de forma prática? Eu mencionei no final do post que gostaria muito que essa alternativa pré-matrimonial fosse desenvolvida pelas famílias e igrejas. Eu só diria isso se estivesse me referindo a algo que já não fosse conhecido, como o cortejo.

      Finalmente, gostaria de falar algo sobre os namoros que dão certo. Creio que seguindo a ideia do namoro atual, é a Graça de Deus que abençoa muitos casais, apesar de estarmos todos andando numa corda bamba. Não atribuo esse sucesso e essa felicidade à estrutura do namoro, muito pelo contrário. Eu acredito que muitos se deram bem apesar do que o namoro é. Como é que você sabe quando um namoro dá certo? Quando ele termina bem e em casamento, não é? Uma outra coisa a se pensar seria então qual a racionalidade de confiar e arriscar tanto num relacionamento desta natureza? E por "esta natureza", me refiro aos pontos que desenvolvi acima. Se há algum namoro que não corre risco algum de nenhum desses pontos, creio que então estamos tratando de outra definição de namoro, ou melhor, outro tipo de relacionamento.

      Enfim, obrigada!! Tentar explicar e esclarecer as ideias ainda não bem formadas é uma boa forma de firmá-las e amadurecê-las. Agradeço a oportunidade!

      Abraços e Deus abençoe :) Fique a vontade para ler outros posts!

      Excluir
    2. Não concordo, sou advogada e por um tempo trabalhei para um escritório da Igreja universal que apoia a falta de namoro - Nunca fiz tanto divorcio de jovens casais na vida com meses de casamento, quanto o tempo que passei lá. A amizade não é suficiente para conhecer uma pessoa, pois vc não dá satisfação a um amigo, vc não passa o fim de semana com um amigo na sua casa e o outro na casa dele para então conhecer seu hábitos e suas manias. O namoro entre cristãos SÃO SEMPRE COM O INTUITO DE CASAMENTO e deve sempre ser orientado por um pastor, pois há hábitos que podem não ser superados caso não sejam bem conhecidos (tics, trasnstornos compusivos por limpeza por exemplo). O namoro direcionado é sempre a melhor opção.

      Excluir
    3. Olá, Camila! (esse vai ser grande, mas acho que é justificável)

      Bom dia. Muito obrigada por comentar. É muito frustrante realmente ver hoje em dia a quantidade de divórcios entre casais cristãos que tem crescido cada vez mais. Infelizmente, isso é uma realidade cada vez pior tanto em igrejas que promovem o namoro quanto em igrejas que discordam do namoro. Se for para argumentar com base na quantidade de divórcios, é só darmos um passo para trás e vermos que ao longo dos séculos, conforme juntamente (mas não necessariamente vinculado) com o crescimento da popularidade e a liberdade do namoro, aumentou o número de divórcios. Isso é fácil de ver fazendo uma simples pesquisa no Google!

      Não, querida, namoro entre cristãos não são sempre com intuito de casamento. Falar isso virou modinha entre os jovens cristãos e um ótimo jeito de namorar o quanto quiser sem olhares feios, mas convenhamos, uma grande parte está namorando simplesmente por pressão da própria igreja e por qualquer outro motivo que não seja casamento. A igreja é feita por pecadores, Camila. Santos, mas pecadores ao mesmo tempo. Só seremos feitos perfeitos no dia da nossa ressurreição.

      Não acredito que o pastor é o responsável por orientar os apaixonados. Aliás, acredito que é insensatez depositar essa tarefa nos ombros dele. Dependendo do tamanho da igreja, existem pessoas que nunca sequer tiveram a oportunidade de falar com o pastor, muito menos consulta-lo a respeito do namoro. Não, isso é direito e obrigação dos pais dos casais, pois os filhos antes de casar estão sujeitos a obedecerem e honrarem primeiramente aos pais e não à liderança da igreja. A Bíblia nos ordena isso. Naturalmente, há situações nas quais os pais não tenham a capacidade para fazer uma orientação deste tipo, mas acredito que Deus abre portas para que esses casos sejam tratados de forma mais delicada e especial por líderes sábios.

      Em lugar nenhum falei que a amizade é a base fundamental para o sucesso do casamento. Falei que muitas coisas podem ser evitadas por causa da amizade. Isso é óbvio. Se eu não tivesse uma amizade boa com meu marido, eu não conseguiria conversar abertamente e honestamente com ele sobre muitas coisas profundas e íntimas. Você não faz isso com quem não é seu amigo. Não sei você, mas eu confio nos meus amigos de verdade. Mas colocar a amizade como base do casamento seria uma loucura total. A base para o casamento é a Aliança. Não importa se a amizade acabar, se o amor desaparecer, se as pessoas descobrirem que têm "gênios incompatíveis", tics, transtornos compulsivos ou quaisquer loucura que seja. O que sustenta o casamento fundamentalmente não é nada a não ser a Aliança e o Pacto feito diante de Deus. A amizade e o amor e a paixão se sustentam nisso, não o contrário. Com base na Aliança, Deus dá poder e ordena que nós amemos e permanecemos com nossos cônjuges, não importa se eles nos irritarem com suas manias ou não. A quebra dessa Aliança não é resultado da falta de namoro, mas da teimosia e do pecado nos corações.

      Finalmente, uma igreja que acredita que vai resolver seus problemas sendo legalista está muito enganada. O pecado não se vence pela lei. A Bíblia fala bem disto. Mesmo assim, creio que esse não seja a causa do dito problema. Tenho para mim que uma igreja que tem uma alta taxa de divórcios entre seus membros precisa aprender o que significa que CASAMENTO e leva-lo mais a sério, e não o namoro!

      Muito obrigada novamente pelo comentário e pela visita!

      Abraços,
      Hendrika

      Excluir
  7. gosto do blog, o texto esta carregado de verdades, mas uma coisa tenho q falar, esse fundo vermelho é um ruim para leitura... ;)

    apenas uma opinião, se coloco no lugar errado me desculpe.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. já mudamos pra ver se facilita :) obrigada pelo comentário e pela visita!

      Excluir
  8. Nossa, gostei muito do que escreveu. Penso da mesma maneira em algumas questões... creio que muita coisa poderia ser evitada se compreendêssemos coisas como vc bem colocou.

    Abraço

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Líbia! Por visitar e comentar. É bom encontrar quem pense da mesma forma!

      Excluir
  9. Ótimo texto.
    Escrituristicamente creio que está de acordo.
    E posso compartilhar aqui, uma experiência bem desagradável que tive recentemente.
    Com relação ao sexto ponto, foi isso que aconteceu comigo, a minha amizade com a moça, era uma ótima amizade, e com o termino do suposto "namoro" tudo foi por água abaixo, a nossa amizade. Digo isso com muita tristeza em meu coração. Agora nem estamos nos falando, ela me pediu por um tempo indeterminado que não quer mais me ver e nem conversar. E apesar disso, esse foi um ponto que sempre defendi, Biblicamente falando, sempre aconselhei jovens a pensarem sobre isso, e acabei eu, cedendo com aquilo que ensinava. Oro à Deus para que Ele nos reconcilie de novo. Pois isso é muito triste mesmo. Ficam aqui as palavras de quem aprendeu errando, mesmo por tanto tempo defendendo aquilo que acreditara ser o certo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Maurício,

      É triste ler isso. Mas o bom é que podemos aprender com nossos erros! Acho errado acreditar que algo deixa de certo se nós não o praticamos. Isso porque se o que defendemos é bíblico, a autoridade da nossa palavra não está em nós mas na Bíblia. Claro, somos chamados a praticarmos o que pregamos. Mas acho que experiências como a sua servem como base para o amadurecimento tanto nosso como o dos outros.

      Meu marido e eu namoramos um ano e meio e então acabamos e passamos um ano separados como amigos. Nesse tempo, percebemos que namoro não dava certo e então voltamos direto para casar em três meses. Cometi meus erros, mas nem por isso acho que tenho menos direito de criar uma opinião sobre tudo isso.

      Obrigada por compartilhar e visitar o blog :)

      Excluir
    2. Sim, mas não foi isso que quis dizer, não quis dizer que por não ter praticado aquilo que ensinava, deixou de ser verdade, por não praticar, até porque esses são princípios Bíblicos, como você disse: "a autoridade da nossa palavra não está em nós mas na Bíblia". Mas o processo das consequências são doloridos mesmo, e acredito, como você falou: "Mas acho que experiências como a sua servem como base para o amadurecimento tanto nosso como o dos outros".

      Fico muito feliz com seu testemunho de casamento.

      Por nada, foi por uma postagem no facebook que encontrei seu blog, e já compartilhei lá também.

      Deus abençoe você e seu marido.

      Excluir
    3. Ah, entendi, me perdoe, por favor! Concordo contigo. Muito obrigada mesmo. Deus te abençoe!

      Excluir
  10. Excelente, Drica. Pena que, tendo ficado um pouco longo, acabe desanimando alguns web readers, acostumados demais ao fast-food; justamente estes, que mais precisam desta reflexão...
    Valeu.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Alceu! Pois é, pra você ter uma noção, o texto original tinha uns 20 pontos, mas tive que cortar pela metade por incentivo dos revisores, rs. Eu costumava achar que era boa em sintetizar as coisas, mas ultimamente tenho sentido falta de elaborar um pouco mais e me empolguei desta vez. Mas vi que teve gente que geralmente não lê muito a fundo que tirou um tempinho para ler pelo menos os pontos deste texto e só por isso já estou feliz!

      Muito obrigada pelo comentário e visita :)

      Excluir
  11. Oi ...
    Boa noite Dª Hendrika ...
    O texto realmente é muito bom e faz com que pensemos,passemos e ensinemos algo muito incomum...

    Certa vez fiz o casamento de dois Jovens que deram o seu primeiro beijo na minha frente, de seus pais, amigos e irmãos na fé, ou seja, na igreja e no dia de seu casamento...

    O Namoro, creio eu, dever ser curtido dentro do casamento, aquela euforia, aquela ansiedade de ver o outro e o desejo de tocá-la..

    Não antes do casamento, porque a mim me parece que estou tirando uma casquinha, experimentando...isso me parece pecado...

    Que DEUS no abençoe no ensino e propagação de uma vida ...a altura daquilo que Cristo requer de nós.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bom dia, Queila! Acho muito lindo quem consegue se guardar assim até o casamento. Infelizmente, por causa da pressão e a promiscuidade dos dias de hoje, tem sido cada vez mais raro. Mas quem sabe um dia não veremos mais disso? :) Muito obrigada pelo comentário e a visita.

      Excluir
  12. Maravilhoso! Drika, obrigado por nos servir com uma reflexão tão madura, tão repleta da piedade que só a graça do Senhor produz nos Seus Santos!
    Você me ajudou muito com minhas ovelhas, creia nisso! Que o Senhor abençoe grandemente você e Ronaldo e lhe conceda continua a escrever algo tão bom.
    Na paz do Redentor,

    Dilsilei Monteiro
    um pastor de Brasília que certamente se servirá de seu belo trabalho no cuidado de algumas de suas ovelhas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pr. Dilsilei,

      Confesso que fiquei até espantada em ver que umas anotações minhas serão de uso para o senhor e suas ovelhas. Acho que a gente escreve e acaba não percebendo o impacto que nossas palavras poderão ter, o que deverá nos levar a escrever com o dobro de atenção e responsabilidade, né? Obrigada por compartilhar isso comigo e saiba que por causa disso estarei levando o que escrevo muito mais a sério. Espero que Deus possa usar alguma coisa do que escrevi para o benefício de vocês.

      Deus abençoe ao senhor e aos seus,
      Hendrika

      Excluir
  13. Hendrika Vasconcelos,

    Recomendo a leitura do livro "Eu disse Adeus ao Namoro", de Joshua Harris. Acredito que transforá muito suas ideias. Você pode baixá-lo no link abaixo. Abraços!


    http://www.sonaovalepecar.com/uploads/Eu%20Disse%20Adeus%20ao%20Namoro.pdf

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Edielton Paulo,

      Muito obrigada pela recomendação. Eu já li esse livro e outros do Joshua Harris e ainda outros tratando sobre namoro. De fato transformaram minhas ideias e resultaram neste post.

      Grata pelo comentário e a visita!
      Volte sempre

      Excluir
  14. Flor, mais um texto muito bem escrito e muito coerente diante de um assunto tão polêmico! Como você sabe eu namoro, anseio e estou me organizando para um casamento próximo, mas por concordar com as suas palavras, não poderia discordar do final: ''Será que seria possível a construção pelas igrejas e famílias de um novo conceito de relacionamento pré-matrimonial, mesmo numa sociedade que com certeza nos taxará de antiquados e loucos? A mudança se dá aos poucos.''
    O que eu sei, é que a sociedade pode não encarar esses argumentos como uma coisa positiva, mas, nossos filhos serão bem instruidos acerca dos relacionamentos que antecedem o casamento graças, também, a discussões edificantes como essa!!
    Super beijo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vanessinha,
      Você é uma menina muito especial! Fico muito empolgada com a quantidade de jovens cristãos que estão se casando atualmente, porque acredito que é uma oportunidade pra revermos nossos próprios conceitos e ensinarmos algo mais bíblico para nossos filhos. Isso que fará a diferença nas próximas gerações, se Deus tiver misericórdia de nós!
      Quem sabe nossos filhos, quando chegarem a essa idade e com o desejo de serem maridos e esposas para a glória de Deus não encontrem outros com o mesmo pensamento! Vamos já começar a trabalhar! :)
      Espero que tenha sido de alguma utilidade o texto na sua vida <3
      Beijos beijos

      Excluir
  15. Olá, o texto é interessante. Concordo com alguns pontos. Porém, não entendi ou não concordei plenamente com a analogia referida entre o casamento Igreja e Cristo e o casamento homem e mulher.
    É, realmente, necessário utilizar os mesmos parâmetros, bases e conceitos para duas coisas distintas com é o relacionamento homem (geral)X Deus e homem X mulher? Vejo no primeiro relacionamento que Deus sendo soberano, onisciente e onipotente controla, perfeitamente, o relacionamento com a sua Igreja; todavia, no segundo há dois indivíduos fracos, pecadores e imaturos quanto a relacionamentos, os quais necessitam de experiência justa, pura e coerente e honesta para compreenderem um ao outro e, por fim unirem-se. Forte abraço, Deus muito a abençoe!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Gustavo!

      Muito obrigada pelo comentário. Realmente, você me fez pensar um pouco mais sobre isso. Acho que é interessante. Na verdade, a analogia entre o casamento Igreja e Cristo é o que tomei como referência, na verdade, para escrever praticamente tudo, mesmo sem mencionar. Vou tentar me explicar... se eu não conseguir explicar direito, me diga! Sou uma mera jovem recém-casada buscando e aprendendo a viver com base na Bíblia.

      Você com certeza sabe, mas essa analogia é bíblica! Em Efésios 5.25, diz assim: "Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela." E assim também para as mulheres se submeterem aos seus maridos como a Igreja deve se submeter a Cristo e Cristo se submete ao Pai. Acredito que essa analogia é a única base que temos para o casamento. Como nós mulheres e homens saberíamos o que fazer e como tratar o outro e qual o nosso papel sem ter o exemplo perfeito? Não é isso que procuramos em tudo que fazemos? Nos espelhar em exemplos? Como saberíamos que um casamento está desestruturado ou no caminho certo? Naturalmente, somos pecadores e humanos, mas foi por isso que Cristo se fez homem e através do seu amor e da sua submissão nos mostrou como o casamento deve e pode ser. Não é para nos mostrar como é impossível alcançar o Seu padrão, mas para nos dar base e força e confiança para chegar lá, aprendendo com nossos erros e melhorando cada vez mais.

      Pessoalmente, acredito que o casamento não tem nenhuma glória ou beleza se não for comparada à Aliança de Cristo com a Igreja. De fato, nada neste mundo possui glória de verdade se não for o reflexo da glória de Cristo. Por isso, acredito que o casamento deve ser levado muito a sério e deve ser prezado e valorizado, pois é uma representação da coisa mais importante do mundo para nós, cristãos: o sacrifício, o perdão, a amizade e o amor do nosso Salvador por nós. Afinal, o casamento humano dura até a morte. O casamento da Igreja com o seu Salvador é eterno.

      Muito obrigada novamente pelo comentário e pela visita!! Fique a vontade para ler outros posts :)

      Abraços e Deus abençoe,
      Hendrika

      Excluir
  16. Hendrika, gostei do texto porque é bíblico, e aborda o tema de maneira realista, vou compartilhar com meus contatos porque adolescentes e jovens precisam se fortalecer no Senhor contra a pressão por "estar namorando"...
    o melhor trecho é o que se refere ao Senhor suprindo nossa carência e que não haja ídolos em nosso coração, afinal, isso continua quando nos casamos, certo?
    Bendito seja o Senhor que nos deu vida nova para viver aqui ja tão abençoadas...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Kkcent. Você tem toda razão. Até mesmo no casamento há a possibilidade de idolatrarmos o cônjuge. Isso só serve para nos mostrar que só estaremos livre desses perigos na eternidade :) Muito obrigada por comentar e visitar.

      Excluir
  17. Gostei muito de sua publicação e concordo plenamente com vc, que Deus continue te abençoando

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Zanna, Deus te abençoe também. Volte mais vezes!

      Excluir
  18. Drika, como já disse antes: gostei demais do seu texto. Ainda tenho muito o que ler e aprender sobre isso também, mas putz! por enquanto, concordo com tudo o que você escreveu. Tudinho!!
    Temos que buscar sabedoria nEle também para entender como colocar o que "descobrimos" em prática, sabe?

    Quero ler os outros livros do Joshua Harris, você tem?
    E que nós, essa nova geraçãozinha que daqui a pouco estará criando filhos pro Senhor, não se canse de questionar, perguntar e crescer cada vez mais perto dEle, com discussões como esta, inclusive!

    :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, linda! Pois é, o que falta aqui é uma ideia de como agir agora na prática, né? hehe

      E é, nossos filhos em breve estarão por aí e estarão vivendo o que aprenderam em casa. Que medo!

      Eu tenho "Sexo não é problema (Lascívia, sim)" dele. Os outros eu peguei emprestados com alguém, não me lembro quem, mas se vc quiser, te empresto o que tenho! :) Tenho alguns outros livros legais sobre identidade e relacionamentos. Depois me avisa quando for passar por aki!

      Beijão

      Excluir
  19. Eu queria que alguém me tivesse aconselhado desta forma..talvez eu tivesse sido sábia aprendido pelo conselho e não pela experiência...Agradeça a Deus por ele ter te dado essa ousadia, e sua opinião nada tem de equivocada e imatura, é sim apenas uma alternativa muito bem embasada- pela palavra da verdade- para suprir essa deficiência da igreja atual em direcionar, através da palavra, os seu membros a não apenas professarem a fé, mas viver ela em sua "vida comum" ... Deus a abençoe por esse texto.

    P.S : ORGULHO E PRECONCEITO o melhor ponto de refencia que você poderia usar..

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigada pelo incentivo e pelas palavras, Tatyane. São muito preciosas...! Hehe, essa história da Jane Austen é perfeita, né? Muito boa, muito boa.

      Obrigada pela visita e volte sempre :)

      Excluir
  20. Drika, você é uma mulher virtuosa. Não preciso de muito pra perceber isso e esse seu texto condiz exatamente com tudo o que eu tenho pensado sobre namoro e noivado e casamento. Obrigada pelas palavras e concordo plenamente na sua escolha usando Mr. Darcy como exemplo, haha. Orgulho e Preconceito é um filme incrível mesmo e podemos aprender muito com ele.

    Que Deus te ilumine ainda mais para que seja usada assim! ♥

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Anna! ^_^ Acho que tem muitos filmes "cristãos" poderiam ser trocados por esse, hehe, mas é porque sou viciada nele mesmo. Tem muito que aprender com ele!

      obrigada pela visita!!

      Excluir
  21. Interessante esse recorte.
    Nossa sociedade rivaliza namoro e casamento quando casamento implica obrigação e o namoro apenas um vínculo de bem estar. Essa ilusão entre segurança e liberdade mostra que o vínculo mais importante a ser feito é aquele o qual a pessoa tem mais facilidade para romper...
    Essa postura prioriza prazer e conforto e vincula-se à uma miopia materialista na hora de 'escolher' o parceiro (mulher escolhendo por vantagens sociais e homem escolhendo por beleza). E no caso de namorados celibatários quando casam-se, o casamento já começa desgastado em um contexto de rejeição sexual.
    Complicado.

    na paz
    Filipe

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Interessante seu resumo, Filipe. Mas precisamos ter cuidado ao sintetizar tanto! A vida não é tão simplificada assim :) Mesmo assim, muito obrigada por compartilhar! E pela visita!

      Volte mais vezes!

      Excluir
    2. opa, além de sintetizar generalizei... se não ia virar um tratado.
      A dificuldade com o ser humano é que cada um tem sua maneira de receber e expressar amor. O namoro de corte por exemplo é muito mais fácil para mulheres que são bastante imaginativas; com homens fica mais complicado manter interesse por anos sem o toque físico.

      Na sociedade judaica, doze anos já era idade pra casar -por acontecer antes da puberdade - facilitava o contexto de amizade aos novos casais. Hoje em nossa sociedade com tanto apelo sexual e pessoas se casando na casa dos trinta, tem alguma coisa fora do lugar sim.
      O mais próximo do Mr Darcy que temos na literatura atual é o vampiro Edward no livro Crepúsculo (no primeiro livro), só que numa versão incrivelmente imatura.

      na paz
      Filipe

      Excluir
    3. Muito interessante o que você comentou sobre o casamento na sociedade judaica! Nunca tinha pensado nisso. Você tem razão!

      Haha, olha, eu não gosto de Crepúsculo (por questão de gosto mesmo), mas eu entendo a idealização das meninas por um homem assim. Acho que com o tempo, as coisas vão acontecendo, elas vão se desiludindo e as exigências realistas que deveriam ter caem por terra. E o povo ainda caçoa das meninas que se encantam com o seu "príncipe encantado". É o nosso instinto dado por Deus que nos leva a desejar homens que lideram e cuidem de nós com amor incondicional. Claro, não sendo tão ingênuas assim, mas sabendo que é necessidade nossa, como mulheres. Infelizmente, isso é destruído e torcido com o tempo e a pressão social.

      Enfim...
      Drika

      Excluir
  22. Olá Drika,

    Passando para parabenizar pelo texto. Muito bom e bem esclarecedor. E não se preocupe, ele é polêmico justamente porque ainda temos dificuldades em acreditar plenamente nas Escrituras Sagradas. Nosso coração dificulta esse descansar nas Escrituras Sagradas mesmo sabendo que é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Fica com Deus e siga em frente! Logo, logo, esperamos nos encontrar novamente.

    Em Cristo,

    André Geske

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Geske! Obrigada pela visita sim! Pois é, o assunto é polêmico, mas sempre bom ser debatido, hehe. Vamos marcar aquele churrasco! :)

      Excluir
  23. Demaisss!

    Eu estou em uma amizade com um certo rapaz (sim isso é possível. Difícil. Mas, recompensador.Cremos!)...e amei o seu texto!
    Suas ponderações serão mt relevantes para o nosso relacionamento. Agradeço-a, agradecendo a Deus!

    P.S. Amo o filme citado. Quero ler o livro!Rsrs..

    Deus abençõe!
    ;D


    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que massa, Alpha Beta! Compartilhe depois conosco mais sobre sua experiência, seria muito interessante saber mais. :)

      O livro é bom demais, vale a pena, viu!

      Que Deus abençoe vocês dois!
      Obrigada pela visita!

      Excluir
  24. Creio que o texto se refere muito a um namoro de pessoas que não são firmes na fé. Creio que pessoas que tem uma firmeza espiritual e uma maturidade tem menos problemas. Não sou nem contra nem a favor da corte, admiro quem faz tal prática. No livro de cantares de Salomão, DEUS fala que não se deve despertar o amor, porque ele vem repentinamente, porque é graça de DEUS. E é esse o problema, as pessoas querem forçar que esse amor nasça por qualquer pessoas que seja. A grande questão do namoro, não de um cristão somente, mas de um pessoa que ame a Cristo verdadeiramente é um amor manso, com propósitos e permanentemente. Antigamente, as mulheres puritanas mais velhas, diziam pras mais novas pra elas não se casarem com um homem que ela amasse ardentemente, mas sim com um homem que ela ame permanentemente, justamente porque esse é o tipo de amor que DEUS tem por seus escolhidos. Creio que em um namoro uma amizade pode ser bem cultivada e enraizada entre ambos, mas isso só será possível se DEUS estiver no centro desse relacionamento. O namoro, e até a corte se torna verdadeiramente perigoso quando o amor por Cristo não é cultivado, quando a palavra não é estuda e muito menos praticada. É bom atentar pra o dever dos homens nesse momento, tanto na corte como em um namoro em si. Se não houver um forte desejo de buscar a cristo, ele não saberá guiar sua namorada pra o caminhos estreito, pelo contrário, ela ira para o caminho largo se não tiver forças para sair juntamente com ele. O que quero dizer é que, tanto a corte como o namoro são perigosos se não houver firmeza cristã e um propósito como você mesmo falou. Um "amor" que não vem de Cristo causa destruição emocional e espiritual. Temos exemplos disso em 2 Samuel, quando Amom se apaixona por sua irmã, e de forma grotesca a possui em seu leito. Pra ver o quanto o amor que não vem de cristo é ruim, é só ver o que aconteceu com Amom, e como sua irmã ficou depois de ter coabitado com ela.

    Texto muito bom por sinal, parabéns. Isso alertará muita gente pra suas próprias situações. Deus abençoe você e use cada vez mais.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Hmm, sobre sua primeira afirmação, não sei, Victor. Os exemplos que me vieram à cabeça foram tanto de conversas com casais de namorados crentes como descrentes. Na verdade, muito mais o primeiro, inclusive, olhei para minha própria experiência! E foi por isso que escrevi esse texto, para os cristãos, não para quem não se importa. Somos todos pecadores e sujeitos à tentação. A diferença entre um salvo e um perdido nesse sentido é que o salvo anseia por e consegue, somente pela graça de Deus e o poder do Espírito Santo, fazer o bem que ele tanto deseja. Já o perdido não está nem aí. O fato é que o salvo, até o mais firme na fé, pode cair, pois ainda é pecador. Tanto é que a Bíblia nos diz em 1 Coríntios 10.12: "Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia."

      Os pontos sobre o namoro que listei acima descrevem a instabilidade, o que pode ou não vir a acontecer e a posição do namoro diante do casamento. Meu objetivo não era avaliar os namoros atuais para tentar consertá-los. Meu objetivo era mostrar porque o namoro pode e muitas vezes é prejudicial, não importa se a pessoa é cristã ou não.

      Acredito que se uma pessoa ama a Cristo verdadeiramente, ela amará ao outro mais do que a si mesma e procurar a melhor forma para conhecer a pessoa certa para casar. Pessoalmente, por causa de tudo que listei acima, acredito que a melhor forma seja algo bem diferente de namoro.

      Hehe, não sei sobre essa separação do ardentemente e permanentemente. Dá para entender sim e realmente o permanente é melhor do que o outro. Mas tem mulher que consegue casar com amor tanto ardente quanto permanente pelo marido. Eu por exemplo sou louca pelo meu :) O amor permanente é um processo e investimento (e obviamente algo que você só percebe com o passar do tempo!).

      De qualquer forma, eu concordo completamente contigo. Se alguém tiver o amor perfeito que vem de Cristo, essa pessoa conseguiria desbravar o que fosse necessário para chegar ao objetivo final sem pecar. Mas aí fica a pergunta: Você conhece alguém perfeito e livre de tentações? Os exemplos dos homens mais próximos a Deus na Bíblia são exemplos de homens imperfeitos que pecaram e destruíram famílias e relacionamentos.

      Gostei muito do seu comentário, obrigada! Deu para pensar bastante para responder.

      Obrigada por visitar e separar um tempo para expor sua opinião! É bom discutir.

      Volte sempre!

      Excluir
    2. Sei que todos somos sujeitos a pecar. O que eu quis destacar aí no texto é que até que ponto a corte tem menos perigo que a namoro? Pra onde quer que corramos temos que nos desbancar pra o que falei no texto, o amor a DEUS. A grande questão não é como o namoro está, mas sim, como eu estou diante de DEUS. Será que posso ter um "confiança" em mim, será que tenho a maturidade cristã para tal prática? Será que ambos tem um denominador comum, que é Cristo!? A grande questão é essa! Tenho namorada, e prático a corte de certa forma, não na sua totalidade, preferimos conversar do quer se beijar,achamos mais viável e seguro, mas mesmo assim "perigoso" se não tivermos um firmeza nas escrituras. Mas quanto a que todos são pecadores, isso com certeza, se deu a entender ao contrário no texto, não foi minha intenção. Quanto ao amor ardente e permanente concordo que tem mulheres que se case com os dois "termos", mas se for somente com o ardente creio que terá correndo grande perigo. Até porque o amor um pelo o outro deve ser ardente também, mas não somente.
      Prazer voltar a comentar, esse tema é muito complicado, vale a pena trocar idéias. Sendo corte,namoro ou casamento, nos firmemos em Cristo e nos humilhemos. Amém

      Excluir
    3. Entendi!

      Bom, primeiramente, não escrevi para defender a corte. Escrevi para criticar o namoro! Na verdade, minha linha de pensamento está se desviando disso, apesar de ter mencionado ele no final como uma opção válida. Mas não é a única opção e com certeza não o ponto do texto :) Estou ainda conversando com colegas e amigos, tentando repensar todo esse processo.

      Segundo, não é necessário namoro ou corte para cair. Muitos hoje em dia transam tranquilamente com quem nunca trocaram uma palavra... A questão consequentemente não é "será que um é mais perigoso que o outro"? A questão seria "Como posso conhecer essa pessoa da melhor forma para poder casar-me com ela e agradar a Deus no processo?"

      Acho que por tudo isso, a questão da tentação física (pasme) é a menos importante nesta lista para mim. Aliás, eu estava quase tirando ela da lista antes de postar. Um dos mais importantes para mim é como o namoro nos tira o tempo como solteiros para servir a Deus. Claro, há muitos namoros que não envolvem isso. Mas com o progresso e o crescimento da intimidade, é tendência um começar a exigir tempo, carinho, atenção do outro, que o outro seja um "pseudo-marido", a outra seja "pseudo-esposa", etc. algo que a Bíblia nunca nos dá direito de exigir. Muito pelo contrário, a Bíblia nos incentiva a dedicar nosso tempo a Deus como solteiros sem ter que se preocupar com essas coisas... Eu perdi muito tempo durante o meu namoro usando minha energia para investir muito mais no relacionamento e não em Deus. Mas você já comentou indiretamente sobre isso. :) No entanto, essa minha preocupação é que a "estrutura" do namoro, conforme vai se desenvolvendo com o tempo (quanto mais longo for, mas pode exigir), gera em si uma estrutura usurpada e semelhante ao casamento, pois é essa estrutura que conhecemos e imitamos eventualmente no namoro. Só que sem a segurança que o casamento traz.

      Você tem razão em questionar acima de tudo como você está com Deus. Há muita falta disso atualmente, falta de uma análise profunda do seu relacionamento com o Salvador...

      Igualmente! Sempre bom.

      Deus abençoe a você e ela :)

      Excluir
  25. Irmã Drika, muito obrigado por sua cortesia!!!

    Segue o link para você ver que dei todo o crédito que lhe é devido!!!

    Mais uma vez, muito obrigado e Deus te abençoe!!!

    Aos pés da Cruz
    Antonio Brito

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Antônio,

      Opa, mas o comentário não veio com link! :)

      Abraços,
      Hendrika

      Excluir
  26. Sonho com o dia em que eu terei uma opinião formada sobre este assunto, rs. Obrigado pela contribuição ao tema :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tu por aqui, Yago! Que honra! Pois é... É um assunto complexo! Só comecei a pensar mesmo nisso depois de quebrar muito a cabeça e conversando cada vez mais com o pessoal sobre os namoros deles. Não acredito que se trata de certo e errado, mas de melhor e pior.

      Brigada pela visita e por comentar! Espero que tenha contribuído para formação da tua opinião! :)

      Excluir
  27. Olá Hendrika!

    Seu texto é ótimo,você é muito conhecedora das escrituras.

    A princípio, quando comecei a ler seu texto, discordei de alguns pontos, como, por exemplo, de que o namoro rouba tempo da obra. No entanto, para ter uma amizade profunda e madura também precisamos dedicar tempo para conhecimento um do outro... Enfim.

    No entanto, parei para refletir melhor e realmente acho que faz todo o sentido! Inclusive dei aula para adolescentes na minha igreja e penso que isso precisa ser um assunto mais explanado para eles.
    Sou casada, mas namorei 8 anos. Comecei a namorar muito, muito nova, com 15 anos. E, não que eu tenha me arrependido, jamais, mas fiquei refletindo em quantos atritos, tentações e apuros passei que poderiam ser evitados com o cortejo. Porque realmente o namoro parece dar uma carta branca para alguma intimidade física. Não estou me referindo a relação em si, mas ao abraço e ao beijo, que é por onde tudo começa. Quando se tem esses elementos no namoro fica difícil estabelecer limites (mas não impossível). Concordo sim com sua posição, achei extremamente esclarecedora, bem argumentada e embasada. Atinge bem em cheio a banalização dos relacionamento que vimos por aí no mundo, principalmente no que diz respeito a profundidade do compromisso do casamento.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Caroline!

      Pois é... Talvez seja uma questão de objetividade e direção no lance todo! Acabei de ler esse texto aqui que me deu outra perspectiva, sem necessariamente jogar fora o termo "namoro", mas redefinindo-o completamente: http://www.blogfiel.com.br/2013/02/namoro-o-que-a-biblia-diz-sobre-isso-parte-1.html. É curtinho, mas talvez você ache interessante também e seja uma outra ferramenta para tua aula :)

      Deus abençoe você e obrigada pela visita e por comentar!

      Excluir
  28. Curti demaais!! Confesso que quando li "(ou Porque Mr. Darcy me cativa)" fiquei curiosa. Gosto muito do filme. E quanto ao assunto namoro, é bem a minha cara o que vc escreveu... sou meio "quadrada" para essas modalidades de namoro de hoje. Gostei de verdade mesmo! Deus te abençoe.. Abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Hehe, obrigada pela visita! É uma história muito boa, né? Sempre bom ser quadrada. Pode ser mais difícil, mas acho que vale a pena! :) Deus te abençoe tbm, Érika!

      Excluir
  29. Realmente muito bom! Talvez aquele modelo antigo de "namoro", "paquera" em que nossos pais viveram se aproxime mais a esse simples cortejo. O que você acha?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Hmmm, pode ser! Acho que até na época dos nossos pais já tava meio bagunçado, hehe, ou até mais! Mas acho que seria algo desse tipo paquera-amizade mesmo! Ou algo diferente... não sei... ainda estou tentando definir uma alternativa mais bíblica que não envolva a perda da liberdade de escolha por parte do casal. Acho que aqui cabe aquele ditado do filme Homem-Aranha, né? "Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades." Nesse caso, seria com grandes liberdades... :)

      Excluir
  30. Olá, Hendrika. Muito bom tudo o que você expôs aqui. Meu coração se encheu de alegria, pois sempre foi esse o desejo do meu coração. Casar-me com a pessoa que Ele escolheu para mim sem ter que passar pelo constrangimento de namorar e namorar até encontrar encontrar meu [futuro] marido. Graças a Deus, não é algo que me preocupa, pois sei que o Senhor está trabalhando nisto para mim. Gostei mais ainda de você ter citado Orgulho e Preconceito da Austen. Amo o livro e o filme e é de longe meu romance favorito, Mr. Darcy e Elizabeth me encantam. Também com a opinião de ser o exemplo de romance ideal, muito embora nossa cultura diga o contrário.
    Obrigada por compartilhar esta excelente reflexão conosco. Deus te abençoe. :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Hehe, que bom!! Pois é, oro para que Deus lhe ajude nesse processo e te livre de qualquer ansiedade! Os personagens são demais, né?! ^_^ Beijos e obrigada!!

      Excluir
  31. Tow com o Yago.

    Já pensei assim como você, mas hoje estou namorando uma linda garota. ^^

    Concordo que o namoro no meio evangélico não tem sido muito diferente do namoro do mundo, e isso é triste.

    Concordo com muito do que vc disse e aplico isso quando aconselho e em meu namoro, porém o que mudou meu pensamento foi alguns questionamentos:

    1) O que é casamento? Cerimônia religiosa? União civil? O que é biblicamente?

    2) O namoro pode ser proibido? Existe algum mandamento da Bíblia que proíbe o relacionamento antes do casamento?

    Estou namorando a quase 8 meses (pouco, né?), mas conheço a minha namorada a mais de 2 anos. Temos uma boa amizade, e estamos visando o casamento desde o início.

    Leia Joshua Harris! (Se não já leu) Dois livros ótimos "Eu disse adeus ao namoro" e "garoto encontra garota."

    NEste segundo tem algo que procuro viver em meu namoro que são 4 pontos que ele propõe pra um bom relacionamento:

    - Amizade (compartilhar interesses pessoais)
    - Companheirismo (Bíblia e oração juntos..vida espiritual)
    - Comunicação (Entender as limitações do outro e maneira de falar.)
    - Romance (carinhos e afins..)

    Sou evangelista em uma igreja, e ela mudou a igreja pra estar junto comigo.

    Concordo com os grandes riscos de um namoro, mas pelo que vim estudando, me aconselhando e estudando, acredito que é possível ter um namoro sério de verdade.. e pela graça de Deus, acredito que tenho vivido este. :)

    Ótimo texto.

    ResponderExcluir
  32. Assisti esse filme que vc falou e é lindo, me encantei tbm pelo Mr. Darcy hehe, e eu pude entender um pouco melhor do que seria a essência disso.

    TInha um pouco de implicância com o termo "côrte" por ouvir muitas vezes sobre isso como umas regras em cima de regras estranhas e também por ter sido sempre criada no "namorar pra casar".
    A côrte da forma que vc falou não seria muito diferente do que eu chamaria de namoro, um namoro cristão.

    Mas quando namorei percebi que, eu achar que namoro deveria ser diferente, um "namoro cristão" não significava que pra um dito cristão, o namoro era exatamente da forma que eu imaginava. Hoje entendo que foi por isso que não deu certo, as mentes se chocaram e não deixou de ser um jugo desigual, mesmo os 2 sendo cristãos, aí foi uma grande frustração pra mim.

    Hj meu coração não está intacto, como eu realmente gostaria que estivesse, apesar de curado, mas Graças a Deus acontecem alguns sofrimentos para nos livrar de verdadeiras tragédias. :)

    Gostei muito daqui.
    Bjos
    =*

    ResponderExcluir
  33. Gostei do post:)
    nunca pensei por esse lado:)
    Também gosto do filme, é muitooo bom!!

    ResponderExcluir
  34. Ameeeeei o texto, me empolguei para comentar, mas vou me conter se não falo d+ rs!

    Sou evangélica desde criança GRAÇAS A DEUS, pois sei que Ele e somente Ele me poupou de muita coisa, nem teria como agradecê-lo.
    Dentro do próprio meio evangélico, as vezes sinto que sou "observada" e mesmo nas entrelinhas criticada, pois nunca namorei (na sociedade atual é até meio constrangedor falar isso rs!), mas é porque dentro de mim sempre houve uma lógica, NAMORAR É PARA CASAR se eu não encontrei a pessoa, se não estou pronta então porque fazer algo apenas por fazer? Não estou defendendo uma bandeira, nem tentando ser legalista, nada disso, Deus trabalha na vida das pessoas de formas variadas, mas enfim essa é minha experiência.
    Hoje eu trabalho com jovens e adolescentes na igreja, o que vejo é que os acima de 22 anos já são cheios de mágoas e experiências nada edificantes para contar, ao passo que os adolescentes são cheios euforia, não se aguentam querem ficar, namorar, experimentar, e óbvio quase não aceitam conselho de ninguém.
    Compartilharei este texto no meu face e com eles em minha igreja. Tudo com os devidos créditos claro ;)

    ResponderExcluir
  35. Nunca havia parado pra pensar dessa maneira.É uma linha de raciocínio muito bem traçada, com uma abordagem que faz todo o sentido. "A Bíblia não fala de namoro, e sim de casamento". isso me impressionou demais . Quando assisti ao filme, achei lindo, mas considerava o que aconteceu entre Darcy e Elizabeth uma utopia. Agora, estou repensando a maneira com a qual quererei conhecer e ter a convicção a respeito da pessoa que Deus escolher pra mim.

    ResponderExcluir
  36. Que tema edificante!!!! Desde a minha mais tenra idade, pensava mais em se casar do que namorar! Mas creio que é importante o namoro! Mas que este, seja com vistas ao casamento, avaliadas as condições financeiras e emocionais do casal e tem que ter maturidade pra saber de fato o que é realmente um casamento a luz da Palavra. Amei o texto e o melhor a explanação das suas respostas aos leitores do seu blog! Muito boas!!! Valeu a pena ler este artigo! Deus te abençoe!

    ResponderExcluir
  37. Oi Hendrika,
    O pastor Nicodemus esteve na minha igreja semana passada e comentou sobre o seu texto. Fiquei muito interessada e vim ver. Gostei muito do que você escreveu, e achei de muita importância para os jovens. Compartilhei seu texto com vários amigos. Excelente texto, e muito edificante.
    Beijos!

    ResponderExcluir
  38. O texto é maravilhoso, muito bem escrito e a opinião é muito bem exposta mas não concordo que o namoro seja TOTALMENTE desnecessário para um casamento feliz. Essa afirmação foi muitíssimo radical. Ao que me parece a autora não é, em suma, contra o namoro, mas sim contra a pecaminosidade que adentrou quase que em totalidade nesse tipo de relacionamento; e no conceito que a sociedade tem nos dias de hoje para defini-lo.

    ResponderExcluir
  39. Gostei muito do texto. Se houver permissão, também gostaria de usar para edificação de minhas ovelhas, como irmão e amigo Dilsilei. Gostei ainda mais de ver sua boa teologia, evidenciada nas respostas. Sua firmeza, profunda fé e conhecimento bíblico são cativantes. Deus continue conceder-lhe sabedoria e maturidade, de vida e fé!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pastor! Fique a vontade! Desculpa pela demora, estou um pouco ausente daqui esses dias. Sinto-me muito honrada... Abraços

      Excluir
  40. Olá Hendrika! sou cristã, e muito me interessa as questões à luz da Palavra, do chamado de Deus para nós que somos discípulos. Teu texto ressalta teu cuidado e amor pela vida ao lado de Deus. Porém discordo com ele em muitos pontos - explícitos ou não. Não sei bem, mas a impressão que tive é que em alguns momentos você "batizou" o "ficar" de "namorar" e isso certamente deixou margem para voce abordar de maneira generalizada algumas questões próprias de ficantes, e não de cristãos que namoram. Talvez os pontos principais em questão sejam: pureza sexual e emocional resultante do compromisso com Deus num relacionamento entre um rapaz e uma moça. Isso precisa permear QUALQUER relacionamento cristão. A questão de que o namoro abre portas para intimidades é fato APENAS para os crentes, porque na realidade mundana, intimidade pode, e deve acontecer em qualquer momento. Ou seja, MESMO SEM NAMORAR, o cristão já vive uma luta nessa área diante da sociedade e dos amigos "ficantes". É válido tratar do assunto do namoro ressaltando os seus perigos para um cristão, porém creio que o NAMORO seja apenas uma situação das MILHARES DE OUTRAS SITUAÇÕES para as quais o cristão precisará se portar como cristão, precisará dizer NÃO, assumir posição, ser fiel, ser forjado por Deus. Não digo que é certo brincarmos com o pecado, nem menosprezar situações de tentação. Entretanto, o precipício da tentação pode - e está - EM TODO LUGAR. A Palavra diz: "O mundo jaz no maligno" e ainda "o pecado jaz à porta, o teu desejo é contra ti, e cumpre a ti dominá-lo". Vivemos numa era do "acesso muito fácil" ao pecado (um termo que acabei de criar para substituir "TENTAÇÃO E QUEDA IMINENTE") e o cristão de hoje precisa DECIDIR ser cristão de verdade, EM TUDO, inclusive no namoro, estabelecendo limites, propósitos, buscando a Deus. Namoro é espaço para HONRAR A DEUS, como o trabalho deveria ser, o facebook deveria ser, etc... Sem dúvida é mais "seguro" um relacionamento livre de contato físico, mas não podemos fazer teologia em cima disso, pois essa "segurança" não garante PUREZA. E nessa jornada muitas vezes gritamos no coração: "Desventurado homem que sou" Precisamos sim ensinar aos nossos jovens sobre o ambiente de trabalho, sobre a tentação do dinheiro fácil, do amor raso entre as pessoas, e TAMBÉM sobre a tentação da impureza sexual em qualquer situação (quer namorados, quer cortejantes, quer casados, quer solteiros). Cristão só é cristão se amar muito a Deus....sabe, Hendrika, precisamos desafiar nossos jovens, igrejas, líderes para AMAREM DE VERDADE a DEUS. O resultado disso, vai ser um DISCÍPULO COMPROMETIDO, mas que se reconhece como pecador, que VAI falhar,que VAI errar , que VAI ser sexualmente impuro em algum momento. Não podemos ensinar formas apenas, e sim desafiar o jovem a analisar, com Deus, as INTENÇÕES do coração . Alguns, eu concordo, devem ficar a uma certa distância do PODER ou do DINHEIRO ou de MENINAS,por exemplo. Só não acredito que possamos definir de quantos metros é essa distância, e para quais pessoas, entende? o desafio não é ensinar que não se deva ter um relacionamento tipo "namoro" por medo da IMPUREZA, ou fugir de um cargo de diretoria de uma empresa por medo da GANÂNCIA (alguns precisam sim, FUGIR mesmo). O ponto é enfrentar o desafio e a luta contra o pecado a cada dia sob a graça de Deus, vivendo o DIA de hoje em maior santidade do que o de ontem. Confesso: não acredito que tenha sido sua intenção, mas temo por demais ensinos que prescrevem comportamentos, dando a tais comportamentos status de santidade. E vamos conversando..! abraços! :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi querida!
      Obrigada pelo seu comentário. Vejo que refletiu bastante sobre o assunto!
      Gostaria de retificar sua impressão a respeito do texto! Em nenhum momento pensei em “ficar”, nem confundi-o com namorar. De fato, a maioria dos exemplos que tirei na minha cabeça para poder redigir esse texto são namoros cristãos de amigos, que, por mais bem intencionado que seja, abre espaço para muitos dos riscos citados acima. Inclusive me baseei também no meu próprio namoro antes de casar. Creio que qualquer cristão em boa consciência sabe que “ficar” é pecado e que isso já é uma tecla muito batida. Portanto, não estava confundindo os dois e acredito que os pontos explicitam bem a referência ao namoro. Afinal, ficar não tem compromisso algum, nem sequer se encaixa no que eu listei acima. Tanto é que intimidade física só foi notada uma, se duas, vezes entre os 13 pontos. E olha que quase não os incluí por achar um ponto muito batido e até mesmo quase irrelevante comparado ao que eu de fato queria ressaltar.
      Entendo que como muitos enfatizam isso bastante, é fácil achar que todo mundo que discorda do namoro acredita que seja por isso. Mas eu acredito que não seja o ponto principal. Como você disse, essas tentações podem sobrevir tanto quem namora, quanto quem não namora e até mesmo quem está casado. A depravação sexual e a imoralidade nos atingiu de forma que não há “estado civil” que seja antídoto, tanto é que o próprio Paulo nos diz: “Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.” (Colossenses 2.21-23)
      Mas o foco principal meu e do texto não é a intimidade física, como foi o foco do seu comentário. É a subversão de papéis estabelecidos por Deus para o homem e a mulher solteiros (e sim, namorados são solteiros diante de Deus – não há uma terceira classificação bíblica especial para namorados). Por subversão, quero dizer confusão. E nessa confusão, como listei acima, há uma troca de mentalidades na qual as pessoas esquecem que são solteiras e começam a agir como se fossem casadas. E não, não me refiro à atos sexuais (isso pode sim acontecer, até mesmo num namoro cristão – afinal, cristão é pecador ainda). Quem é casado sabe bem que o casamento vai muito além de sexo – envolve direitos, deveres, interações, comprometimento, planos de vida, apresentação na sociedade, e muito mais!

      Excluir
    2. (cont.)
      Tive a oportunidade para pensar bastante a respeito sobre a ideia de namoro depois de escrever o texto. Continuo batendo nos mesmos pontos que batia antes, mas mudei num aspecto. Tenho muito problema com o uso indiscriminado da palavra “namoro”, pois acredito que, hoje, há tanto uso desse termo com as mais diversas definições que essa única palavra não basta para passar a ideia de um relacionamento pré-marital que seja agradável aos olhos de Deus. Mas, por causa da minha incapacidade de mudar a cultura e a linguagem da sociedade e da igreja, abro mão para o uso do termo e até uso o mesmo em conversas para me referir a um relacionamento pré-marital.
      Com isso em mente, deixe-me explicar um pouco melhor minha posição:
      - Acredito que um “namoro” cristão seja um relacionamento guiado e limitado que exista exclusivamente em função do casamento.
      - Acredito que há uma enorme diferença entre QUERER CASAR e PODER CASAR.
      Eu queria casar desde criança, sonhando com meu futuro marido. E, de fato, todo cristão verdadeiro que não foi dotado com o dom de celibato tem o desejo saudável de casar. No entanto, eu, com 10 anos de idade, por mais que queria casar, não tinha condições de casar. E, para ser honesta, com 20 anos, eu também ainda não tinha essa condição, por causa da minha imaturidade geral, tanto espiritual como emocional. Muitos homens tem desejo de casar, mas não conseguem nem pagar o sorvete da namorada. Não tem condições de liderar um lar. Não conseguem sobreviver sem a mãe. Há mulheres também que são muito imaturas emocionalmente e que não tem condições de se relacionar saudavelmente num relacionamento mais sério, como o casamento. Isso com certeza pode mudar com o tempo, mas somente se o indivíduo se tocar e começar a se preparar para CASAR. Pessoalmente, nunca vi alguém começar a tomar essas medidas de mudança para poder namorar. Pelo contrário, o que vejo são as pessoas bem intencionadas e cristãs que usam o próprio namoro como treinamento para o casamento. E isso eu acho um equívoco.
      Torna-se então uma situação muito inconveniente. O casal quer casar, mas não tem condições financeiras ou acham que não estão prontos em termos de maturidade. Ficam esperando as condições ideias, mas as condições ideias nunca tem data certa para surgirem. Ficam esperando o outro amadurecer. Ficam esperando o próprio coração se sentir seguro o suficiente para casar. Ficam esperando conseguir a bênção dos pais. Ou ficam namorando achando que um dia Deus revelará a hora certa para casar. Tudo isso ao longo de um relacionamento no qual o coração, queira ou não, se compromete emocionalmente com o outro mais e mais ao longo do tempo.
      Finalmente, não se trata de jogar fora água suja com o bebê, nem de se isolar para não pecar. Isso é impossível. Afinal, “o que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.” (Mateus 15.11) O pecado não está fora, mas dentro de nós. Não se trata de não namorar para não pecar. Trata-se de discernir o que convém para um cristão. “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.” (1 Coríntios 6.12)
      Resumindo então, já que não posso mudar o termo “namoro”, o que eu aconselharia às pessoas seria o seguinte: Antes de namorar, esteja verdadeiramente pronto para casar e tenha isso como alvo. Não permita que o casamento seja consequência do namoro, mas sim, o namoro a consequência do futuro casamento. A Bíblia pode não falar nem a favor nem contra o namoro, mas fala muito sobre casamento e o dá seu devido lugar. Qualquer outra coisa ou relacionamento na nossa vida que subverte isso, seja antes ou durante o casamento, é, no mínimo, uma incoerência cristã.
      Espero que tenha conseguido corrigir a impressão que teve do texto!
      Deus abençoe a você e a seus!
      Em Cristo,
      Hendrika

      Excluir
  41. Bom dia Hendrika! muito jóia teu feedback.. lendo tua resposta, deixa eu te dizer uma coisa: eu concordo com os pontos que você escreveu, só acho então que o título da tua postagem é inapropriado(por que sou contra o namoro). Ele soa como uma conclusão - e solução - à tua análise. Pareceu sim estar jogando a água suja fora com o bebê...o fato é que o termo "namoro" será sempre um termo cultural, variando de sociedade pra sociedade e dentro de cada sociedade, ainda há a forma como os cristãos daquela sociedade aceitam como a forma mais "cristã" (ou "bíblica"). Ou seja: nosso desafio, acredito, seja pregar teu texto, mas com o seguinte desafio: "jovem, a Bíblia ensina vários princípios que podemos aplicar ao que chamamos de "namoro": ser comprometido com Deus é primordial; a sabedoria tem que permear teu relacionamento; a bênção dos pais é essencial; pensa no teu relacionamento com maturidade cristã, fortalece tua capacidade de sondar o coração como salmista diz: "vê se há em mim algum caminho mal, etc..etc.." Sei que isso pode ser visto por alguns como lugar comum, e talvez seja mais impactante criar um novo padrão para o "namoro" como tem sido a proposta do "côrte", mas sinceramente, é só mudar de nome. Se o coração e mente do jovem não forem ministradas, vamos continuar tentando abordar um problema, com uma proposta de fuga. Na minha igreja mesmo, vejo que há jovens que poderiam estar juntos numa caminhada de fé, de compromisso, de vislumbre de casamento e resultado: tem um monte de menina solteira, um monte de menino solteiro, gente boa demais, que ama a Deus, numa caminhada profissional, mas ficando 'velha', com medo de namorar - pra não pecar, pra não defraudar, pra não decepcionar.. gente meio atordoada, sem saber se namoro é certo, se cortejar é coisa de crente, se esperar é a melhor opção, se namorar cedo é pecado.....Agora, entendo que essa não foi tua intenção..tu falas inclusive sobre relacionamento pré-marital (jóia) mas quantas pessoas já leram teu post e tiveram impressão de que a saída é ser contra o namoro? me permita sugerir: será que o título do teu post não poderia ser algo como: "gente: vamo namorar de verdade? como crente??" abraço grande e Deus te abençoe!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, querida!

      Obrigada novamente pelo comentário!

      De fato, o título é minha conclusão! :) E quando digo que não se trata de jogar fora água suja com bebê, significa que não acredito que seja desnecessário qualquer tipo de relacionamento pré-marital. Só não acredito que namoro, como a maioria dos cristãos o entendem e na confusão que há hoje em dia e falta de acompanhamento e instrução, seja a melhor opção, por causa dos motivos do post.

      Consequentemente, sou, sim, contra o namoro e o título reflete perfeitamente o que penso! Repetindo o que eu me referi como sendo namoro (está no texto que escrevi, mas reposto aqui: "Quando falo namoro, estou me referindo a um relacionamento no qual duas pessoas do sexo oposto se comprometeram pública, romântica, emocional e exclusivamente (com ou sem relações físicas) uma à outra sem compromisso imediato de casamento."

      Sou contra isso? Com certeza!! Por que? Pelas muitas razões que listei acima! Mas, se for para resumir: Essa definição que mostrei e que é uma que muitos cristãos adotam dar a entender um relacionamento que existe em função de si mesmo e, no futuro, quando o casal já se conhecer melhor e estiver mais seguro a respeito de si mesmos, pensarão em casamento. Aliás, essa definição é essencial para entender o resto do post. E sim, novamente, com isso em mente, sou TOTALMENTE contra o namoro :)

      Mas sou totalmente a favor de um tipo de relacionamento pré-marital que tenha, como eu falei no comentário prévio, certos padrões. Tenho tido minhas dúvidas esses dias sobre corte, mas continuo a matutar a respeito de tudo. Acredito que isso seja terra não explorado aqui e que é algo que devemos desbravar e discernir.

      Pessoalmente, não creio que seja nem funcional nem benéfico chamar esse relacionamento pré-marital - ao qual ainda estou procurando definir - de "namoro cristão". Claro, há quem discorde. Meu marido, por exemplo, acredita que, para evitar fadiga, seria necessário apenas redimir o termo "namoro" e dar-lhe uma nova definição. E temos tentado fazer isso juntos. Já eu acho que termos carregam em si significados que não controlamos e que acumulam ao longo da vida do indivíduo, da cultura tanto da sociedade quanto da igreja, das experiências, etc. Por isso, acho que reciclar o termo "namoro" não resultará na transformação que tanto almejamos ver. Mas ainda estou estudando e conversando bastante a respeito.

      Quem lê o texto por completo, vê que minha conclusão é que a igreja, que os líderes, que os cristãos, reflitam sobre o assunto e quem sabe não reformem a noção! Que tirem suas próprias conclusões a respeito! Como falei no início do texto, eu escrevo para pensar e refletir e dou total apoio a quem quiser refletir comigo, seja com ideias diferentes ou parecidas.

      O título que sugerisse seria para um artigo totalmente diferente do que eu queria postar :) Mas agradeço a sugestão! Eu ainda pretendo escrever um post sobre o que acredito que seja um relacionamento pré-marital interessante. Aliás, eu adoro um bom título provocador! Duvido que alguém leria o texto se eu escrevesse: "Minha opinião sobre o namoro", hehehe. Estava bem ciente da polêmica que daria quando postei e eu acho que o desejo pela discussão está no meu sangue :) Por isso, curto comentários como teu! Estimula o pensamento.

      Mas eu ficaria mais empolgada ainda se alguém sugerisse e me convidasse a trabalhar nessa busca por um "novo" conceito. Brigar por termos e palavras é bastante fadigante, especialmente se não soubermos a definição dos outros, como eu, até agora, não entendi o que você entende por namoro! Se puder me definir isso, aí sim seria um bom ponto de partida!

      Beijinhos e Deus abençoe!

      Excluir
    2. Eita, perdoe os erros crassos de português!

      Excluir
  42. Oi Hendrika
    Depois de muito tempo, nossa cultura não tem mais influencias morais bíblicas e isso tem se tornado cada vez mais evidente. Essa sua abordagem anti-hedonista e anti-individualista causa uma boa reflexão e acho que você tem capacidades e bastante material para escrever um livro sobre o tema.

    na paz
    Filipe

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Filipe! Um livro talvez por enquanto não, haha, mas quem sabe no futuro!

      Excluir
  43. Excelente texto!
    Expôs sabiamente seu ponto de vista e clareou meu entendimento com relação ao tema!

    ResponderExcluir
  44. Ainda estou processando e maturando as ideias lidas aqui. Não sei o que dizer, fazer ou pensar. De quebra, estou lendo "Eu disse adeus ao namoro", do Joshua e a linha de raciocínio de vcs dois é bem parecida...
    Obrigada por me fazer pensar. São poucos os blogs que lemos e nos acrescentam algo.
    Deus a abençoe! =)

    ResponderExcluir
  45. amei, a m e i, a.m.e.i o post ahahaha tenho 19 anos, não namoro por opção justamente por buscar de Deus alguém que pense assim. é tão dificil achar homens de verdade, que querem um compromisso e não apenas só um namoro... mas Deus é fiel! penso de igual forma!
    e a comparação com orgulho e preconceito? awn! meu filme preferido <3
    Deus a abençoe!

    ResponderExcluir
  46. então eu já critiquei muito a côrte , já namorei e foi namoro cristão, porém eu terminei e não vem ao caso kk então mas o tempo se passou e conheci uma pessoa do qual eu gosto muito dele e estamos em corte e eu nunca me sentir tão feliz e eu nunca sentir tanta paz do que eu estou sentindo. Eu e ele estamos orando e pedindo a direção de Deus para nos casarmos, e a cada dia que passa e cada vez mais que eu o conheço meu sentimento aumenta mais ainda por ele , e para falar a verdade me sinto muito mais amada com o fato dele querer me cortejar,porque aí que vemos mesmo o quanto a pessoa gosta de nós, porque quando temos um sentimento verdadeiro por alguém nós esperamos, este entendimento da corte foi sumindo com o tempo mas esta sendo resgatado e graças a Deus por isto, meus pais são casado a 30 anos e eles namoravam, porém me falaram q seu namoro era mais corte do que namoro e que se este entendimento e os seus pastores os aconselhassem nisto eles me falam q com certeza iriam cortejar. Então o q é santo q venha se tornar mais santo, temos q avançar. MINHA OPINIÃO # e eu defendo a corte , aliás estou vivendo a corte e estou gostando demais, e mais uma coisa que eu tenho a dizer: jovem espere no Senhor, porq todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus , busque ao Senhor e as outras coisas serão acrescentadas, não busque a Deus para casar ou ser abençoado, mas porq ele é Digno,porq ele é Deus e temos q adora-lo que as outras coisas serão acrescentadas ta!? Deus nos ama, ele quer o melhor para nós. Agora é bom mesmo aderir a corte, é muito melhor, porq a corte é um compromisso, uma amizade com intuito de casamento ,a não ser que vc esteja mais preocupado(a) com o beijo do que com a pessoa em si, fora que vc começa uma coisa q não pode saciar então pra q isso? é melhor esperar, orar e quando começar vc realmente saciar e começar no casamento saciando no próprio casamento. Fiquem na paz.

    ResponderExcluir
  47. Oi Hendrika, que legal o seu texto.. excelente reflexão, gostei mesmo!! Ainda estou processando e maturando as ideias lidas aqui, pois temos que realmente repensar como deve ser o relacionamento antes do casamento. Amizade especial seguida de noivado é difícil de acontecer, tendo em vista que não será fácil encontrar uma pessoa madura e determinada a comprometer-se com a outra para casamento vivendo um relacionamento baseado nas regras do cortejo.

    ResponderExcluir
  48. Que texto ótimo Drika! Pelos comentários, deve ter rendido boas polêmicas haha. Eu já ia dizer que você tinha que ter um blog rs que bom que já tem. Vou explorá-lo 😊. De fato, esse é um assunto bem espinhoso, mas a experiência também nos ensina que, de fato, o namoro não é um bom caminho. Eu li os livros do Joshua Harris na adolescência, o que me fez querer seguir tal padrão de namoro, mas quando tive meun primeiro namoro, acabei não aplicando (-.-) mas, depois de dois anos de um namoro cheio de culpas, arrependimento e mais culpa, percebi que não dava pra namorar mais. Felizmente, terminamos, já que ele nao concordava com esse tipo de visão e hoje, sem sombra de dúvidas eu sou totalmente favorável a uma amizade sincera, como base para o casamento. Amo Orgulho e Preconceito e é realmente inspiradora a relação entre eles.
    Vi que tem mais dois textos sobre o assunto, vou lê-Los.
    Deus te abençoe querida! ❤

    ResponderExcluir